
Saí de casa, pouco inspirada para ter mais um dia. Estava uma manhã fria e era demasiado cedo. Refugiei-me nas mensagens e na distracção da caneta e do caderno, entre folhas lisas e rabiscadas. Parei, porque tudo 'isso' era demasiado confuso. Ao longo do dia e na confusão/descontra do meu estado de espírito, reparei que os olhares rasgam as promiscuidades . Fiquei novamente confusa quando um deles pareceu cruzar o meu, de forma avassaladora, sem ter tempo de fugir, de evitar, de disfarçar. Rendida, dei passos para trás. Sim, é o contrário do esperado. Até eu fiquei estúpida com isto. Mas tive medo. Receei ir em frente e ter o reflexo de saltar sem pára-quedas. Distraí-me com todos estes pensamentos e fechei os olhos por escassos segundos, aliás escassos e fugazes segundos. Quando voltei a abri-los, perdi-me na confusão de olhares que não quero, de cores com que não me identifico. Aquele olhar? Não sei. Difundiu-se em todos os outros, na esperança de estar mais perto de mim (quero acreditar que sim). Não mais o vi. Até que, vim para casa, quando a noite se pintava ao fundo. Esqueci-me das horas, no escape de todas as conversas que tive esta noite (algumas horas depois). E senti que a noite já se estava a ir embora e o novo dia já começava a abrir os olhos.
blu’eyes.
Bem, blu'eyes, já te perguntei onde vais buscar tanta inspiração e beleza pra escrever? Acho que não, mas se souberes a resposta, apita :P
ResponderEliminarEsta deslumbrante e mais que à altura do nosso blog :D
Keep going **
green'eyes