4 de agosto de 2009

As minhas pernas fraquejaram, as minhas mãos tremeram e as lágrimas lutaram contra mim.
Sai vencida..
Cai à Terra quando já conhecia a realidade.
Não quis olhá-la, não quis encará-la.
Escolhi viajar não nas nuvens, não com os pés assentes na verdade mas no erro do meio termo.
A folha
Os cálculos
O meu futuro a passar num slide no meu cérebro
O meu sonho a desmoronar-se
nada posso agora fazer
O pessimismo está novamente absorver-me..
Fecho-me em mim mesma e preciso contar com os vossos olhares
não consigo recorrer-vos..
A minha gaveta transborda..
Sentada estarei
a ver o Diabo vir e escolher o caminho que me foi destinado.
O destino que me fugiu das mão


green'eyes


ás vezes acontece mergulharmos em pequenas gotas de chuva..
e li algures que "o que define a grandeza de um ser humano é a sua capacidade de ver a sua pequenez"..
acontece que, na maioria das vezes, achamo-nos mais pequenos do que na realidade somos, e por isso ainda bem que existem os amigos para nos mostrarem aquilo que o nosso olhar não deixa ver.
Eu estou aqui, sabes disso? *

blu'eyes.

26 de julho de 2009





' Só entende o valor do silêncio quem tem necessidade de calar para não ferir alguém '
Jean-Jacques Rousseau





Hoje, não consigo dizer nada mais a não ser que
talvez um dia serei feliz se conseguir não pensar no dia de amanhã,
se não criar expectativas,
se arriscar cair (já que é a única forma de saber se consigo voar),
e viver (não completamente) 'desprovida' de sonhos..
E, hoje, tive uma enorme certeza a apoderar-se dos meus vagos e perdidos pensamentos:
nunca iremos conseguir despegar-nos de alguém que em algum momento tenhamos cativado.
Não que já tenha tentado. Nem quero. Apenas tive essa certeza.
E também descobri que as lágrimas só se vão limpar com momentos perfeitos, não sei porquê, mas senti isso.

E sim, eu estou aqui!


blu'eyes*


25 de julho de 2009

Eramos..

Dei-me a 100% e queria. Tornaste-te na estrela do palco da minha vida d'uma maneira inimaginável !
Quis ajudar-te a encontrares as respostas, os caminhos que precisavas mas, principalmente encontrares-te a ti própria no livro da tua Vida.. Ajudar-te a escalar os problemas como se de montanhas se tratassem e quando escorregasses, a corda que me prendia a ti não te deixaria cair, agarrava-te na mão e continuavamos a subida até chegarmos ao cume e o Sol finalmente nos iluminar.


Já não tenho forças pra subir.

Até Sempre *
With Love S2


green'eyes

13 de julho de 2009




‘Como são difíceis os momentos.

Momentos de decisões, momentos de escolhas,

momentos de solidões, momentos a dois,

momentos de partidas, momentos em que fracções de segundos,

decidimos nossos destinos, nossos caminhos.

Momentos que nem sempre estamos equilibrados,

lúcidos em tomá-los.

Momentos que se tornarão talvez eternos ou passageiros,

que se tornarão a dúvida ou a certeza,

uma realidade ou um sonho,

uma alegria ou uma lágrima.

Momentos que farão de fracções eternos dividendos.

Momentos que nos tornarão heróis ou cobardes,

que nos farão amar ou odiar.

Momentos que serão lembranças ou esquecimentos,

serão eternidades ou passagens, sublimes ou ilusórios.

Momentos de paixão, momentos de capricho,

momentos de amantes,

momentos de loucuras,

momentos de anseios,

momentos de desejos.

Momentos, momentos… momentos,

Momentos que terei para decidir

Se na minha vida,

aqueles momentos que realmente me tocaram,

aqueles que realmente me fizeram,

valeram ou não um dia terem existido.

Temos que ter a certeza de que todos os nossos momentos

valeram a pena, pelo simples facto de os termos vivido...




blu’eyes.


7 de julho de 2009

O poeta do OLHAR *

Mestre dos outros heterónimos e do próprio ortónimo, vive a vida na sua completa essência, onde as sensações são tudo e a natureza caminha a seu lado. Recusa assim o misticismo e principalmente o pensamento, predominando em si o sensacionismo.
Observa tudo à sua volta, sem questionar o que vê, ouve e sente.
Desvaloriza o tempo, vivendo o presente com o lema de "Carpe Diem".
Para este "Guardador de Rebanhos", com a sua visão ingénua e o seu instinto: "A sensação é tudo, o pensamento é uma doença."

Poeta que foi feliz com a sua 'filosofia de vida', apresento-vos Alberto Caeiro, o heterónimo com uma visão e forma de vida que muitos de nós gostaríamos de possuir.



green'eyes

2 de julho de 2009



'- Bé, queres vir comigo ao café?

- Claro que sim…

Passaram-se ‘horas’ e as conversas foram, espontaneamente, acontecendo.

Obrigado por me levares, sempre, contigo.'


Os olhares não têm que se quebrar, no que depender de mim isso não vai acontecer.

Mas também preciso de ti.

Um dia li algures que: sabe bem não ser sempre forte, sabe bem, por vezes, os outros serem fortes por nós.

Difícil é conseguir que alguém seja aquilo que só nós mesmos o podemos ser.


blu'eyes.


26 de junho de 2009

Quebraram-se os Olhares ..

Agora são brilhantes porque a 'água salgada' os envolve, expressam o que o coração não queria sofrer, tornaram-se pequenos e banais, estão vazios, deixaram de ter 'vida própria', já não são meus.
Olho-te de baixo, com os pés na terra, sentimentos na lua, vejo-te escondida entre o sol e as nuvens, o teu olhar está medricas, com respostas mas sem capacidade para as viver.



Trocámos o último Olhar e ..
e acabou !




"A Máquina que move a Vida é o Sentimento"
Uma das suas peças, capaz de o expressar, é o Olhar.



green'eyes

24 de junho de 2009




porque nem sempre tudo corre como esperamos.

blu'eyes.


19 de junho de 2009



eu disse que ia correr bem, não disse?

blu'eyes.

18 de junho de 2009



apetece-me escrever para ti, porque os dias nem sempre são pintados com as cores que queremos,
esperar que isso aconteça, às vezes, só causa ilusão.
não sei se vou conseguir, mas quero mandar uma força, um sinal, um bocadinho das cores que tenho,
sei que costumas pintar, que costumas escrever, o teu bloco deve estar a ficar carregado de coisas tuas,
coisas que merecem atenção especial, pintas a tua vida, a vida das pessoas que estão contigo.
olha à tua volta, com um olhar tipicamente teu, atento, concentrado, com um sorriso rasgado à mistura e diz para ti, baixinho,
‘vai correr bem, quero acreditar que sim’.
o céu está por cima de ti, o azul está lá, depois tens o mar, as nuvens, o sol e a lua, os horizontes que não sei discernir as cores,
e depois vês a green’eyes, espelhada em vários cantos dessa cidade, que é a tua.
estou numa cidade diferente, mas não temos um oceano a separar-nos.
este fim de semana, vou querer estar mais presente, sinto que vais precisar de “alguém”..

see you tomorrow?
blu’eyes.


14 de junho de 2009

Uma simples mas complexa Amizade *

Fui até à casa de banho, olhei-me no espelho, que feio o meu estado, parei a olhar-me e falei para mim: estás a sofrer, por ti e pelos outros. Tomei uma atitude, vestir as minhas calças largas brancas, a minha camisa nova, sentir-me livre, com o meu estilo diferente, porque hoje vesti-me de uma forma banal, e vou até ao sofá fofinho do café com o meu livro e contigo. Antes de tudo limpar as lágrimas, até já * és brilhante, obrigada a quem fez com que nos conhecessemos.

Acho que a única responsável por nos darmos 'assim' é a hon'eyes. A ela já devo muita coisa. Agora fizes-te esboçar um sorriso. Não me lembro da última vez que tive uma influência tão boa na vida de alguém, ou então lembro mas o que pertence ao mundo 'olhares' tem sido diferente de tudo o que já passei (e olha que o que vivi não foi tão pouco). Vou contigo porque também estou cansada deste meu mundo, o meu quarto está farto de me aturar hoje. Deixa-me vestir uma roupa fofinha, meter o relógio (embora não vá precisar dele) e agarrar no corsinha ..

Consegues sem dúvida levantar-me lá de baixo. Estou a chegar.

É mesmo bom saber isso. E tu, inconscientemente, também tens feito bué por mim. Sou um bocadinho menos transparente que tu. Eu também estou a chegar ..

Não forço nada para que fales das tuas coisas, quero apenas que desabafes quando realmente quiseres, porque acho que sabes ou deverias saber que estou aqui pro que der e vier, para te ouvir sempre que quiseres ser ouvida.. A luz do candeeiro da rua desligou-se, mas os teus olhos ao longe iluminaram-me.. Entrei e chamei à atenção de todos sem querer, avaliaram-me pela aparência, uma rapariga, calças largas, camisa de homem larga, nada normal para eles, normalíssimo para mim, sinto-me bem assim.

O sofá ou o puff estão vazios, qual escolhes? São para ti !

Olho-te de longe, estás mesmo bem com esse estilo e eu adoro pessoas diferentes. Espelhas ainda um ar sensível, mas espero que a minha companhia te faça sentir melhor. Dizem que sou bué transparente, mas tens sido mais que eu. É claro que eu sei que posso te falar, de tudo e de nada, neste momento és das únicas pessoas que entende o meu dialecto. E as nossas conversas não as tenho com mais ninguém. Cada dia que passa, o teu lado mais carismático aparece-me à frente, e eu brinco com ele, como se tratasse de algo meu. Pergunto-te com um ar 'mais tranquilo' que à uns quinze minutos atrás, porque agora sei de ti: 'vamos sentar-nos no mesmo lugar de ontem?' ..

Hoje, o sofá =) . Obrigado *

A tua companhia faz-me sempre bem, é a realidade das realidades. Será bom ser assim tão tranparente? Não o sou com toda a gente, mas sei que não consigo esconder emoções. Sinto-me frágil, mas és tu que não tem permitido que ninguém me quebre. Estas conversas são incríveis, orgulho-me delas e questiono-me como são possíveis? Apenas contigo *

Olho para ti e vejo que os teus olhos tentam-me dizer qualquer coisa, porque estão carregados de coisas escritas. Serei eu com poderes sobrenaturais ou os teus olhos têm vida própria, falam por ti e pelo teu mundo? Arrepiei-me e perguntas-te 'tas bem?'. Respondi com um ar sossegado 'simm'. Ser transparente é ser-se único, é algo muito próprio, muito 'nosso'. Nisso és bem diferente da tua prima, que é uma turtle (nunca lhe disse isto). Ela camufla-se. É tão sociável, ri, aparvalha com o mundo, pensa nos outros, abraça-os e vive para eles, e anda sempre com a cabecinha de fora a olhar o mundo. Por baixo da carapaça? Não sei.. Não sei se há nostalgia, saudades, tristeza. Quer dizer antes era impensável saber, agora conheço, sinto as coisas que ela sente. Agora sim, consigo ser um bocadinho mais do que o que era. Contigo é bem mais fácil, posso evitar que te sintas sozinha, que não tenhas quem chore contigo, que aparvalhe contigo, que ria contigo ou te faça rir, Contigo sento-me, falo horas, sem dar conta do tempo passar. Contigo conheço lugares de Coimbra *

Troquei de sofá contigo, para ver o que os meus olhos deixam visualizar. Será possível que nunca me deixas sozinha? Isso é tão bom, desejo ter a todos os segundos uma boa companhia, porque sou do tipo de pessoa que prefere estar sozinha do que estar com alguém que não me diz nada, sou do tipo de pessoa que prefere estar com alguém especial, importante, a alguma vez estar sozinha. E aqui estás tu, comigo. Os meus olhos estão inxados, sabes o motivo, não tocas no assunto novamente, preferes sorrir para mim e eu também *

O pano de fundo que tens mostrado só me faz gostar ainda mais de estar 'aqui' contigo, neste sofá, nesta conversa, num mundo que aos bocadinhos vou saboreando. Não te deixo sozinha, só quando me pedires para o fazer ou então se me mandares embora, porque há coisas que não posso controlar. Ontem foi a partir dos teus olhos que conheci tudo isso, hoje é a partir dos meus, porque me deixas ver e sentir tudo o que tu sentes.. Não importa lembrarmos o que nos magoa, importa sim vivermos o momento e fazermos com que seja algo 'raro'.. - 'Gosto mesmo de estar aqui já te tinha dito?'. Hoje não te deixo sozinha por isso vamos juntas para casa, depois..

"... a vida é um ponto de interrogação. Cada ser humano, seja ele um intelectual ou um analfabeto, é uma grande pergunta em busca de uma grande resposta..."

Um frase do teu livro? É uma grande verdade.. E ás vezes falham-nos tantas respostas..

Sim é, E.. "Quem responde rapidamente corre riscos enormes."

Vejo que te sentes bem aqui, fico feliz. Estamos ambas sozinhas aqui agora, ambas a saborear tudo, risos, conversas, desabafos, expressões, vento, lua, o momento. O que nunca falta são risos, sorrisos e olhares, impressionante não? Nunca te irei mandar embora, e so te deixarei ir quando tu mesma quiseres, precisares. Fumo o último cigarro e vens agora mais uma vez comigo, ainda bem, ainda bem mesmo *

Encostamo-nos uma última vez, hoje, nos confortáveis sofás a contemplar a imagem, sentir o vento na cara, digo-te 'vamos sonhar pra casa?', sorris, não precisas falar nada, sei que é um 'sim'.

Olho uma última vez para o lugar que nos aturou por 2dias/noites, com risos, sorrisos, conversas, devaneios, sonhos, medos, e coisas às quais nem sabemos dar nomes.. Inspiro a sua magia para te dar depois quando chegarmos a casa, bem mereces. 'Somos sempre as últimas a sair daqui' e pisco-te o olho. Desta vez quero ficar contigo até mais tarde, esperando não adormecer como ontem.. Fumo socialmente contigo para depois irmos sonhar para casa.. 'Estas mesmo bem com essa roupa, já te tinha dito?'. Tu agradeces com aquela expressão envergonhada *

Obrigada por guardares tanta magia. És mágica sabias? Só os mágicos armazenam tanto poder, mas tu és diferente, porque destribuis toda a tua magia nos outros. Ontem não me importei que tivesses adormecido, falei com os teus sonhos. Chegamos a casa, olhei o computador, está aberto nas fotos do cortejo, encontro uma foto 'da tal' que nunca antes tinha visto, estou apaixonada, tenho saudades, é linda !

A magia faz-se em pequeninas coisas, e contigo vou buscá-la às nossas conversas, ao que partilhamos, aos sorrisos e a outros mimos.. É engraçado teres visto isso, justamente quando chegamos a casa =). E é bué bom te ouvir dizer isso, afinal a beleza está onde menos esperamos. Agora sim, vais correr as fotos todas do cortejo em busca de mais uma, apenas mais uma..

blu'eyes & green'eyes


- excertos retirados de: "A Saga de um Pensador" de Augusto Cury

...estou aqui já no café e a luz do Sol que escapa entre as nuvens, bate no rio e ilumina-nos os olhos. Estou à tua espera, não te demores, quero a tua companhia :) *

Estava a tentar estudar, mas a pequenina dor de cabeça ta a chatear e o soninho fez-me dispersar disto. A Alicia Keys continua a tocar, mas mal se ouve. Vou ter contigo, até porque 'apetece-me tudo menos estar aqui'. O Sol vai-me batendo nos olhos enquanto caminho. Tu já me tas a ver de longe, e eu lanço-te um sorriso. Ontem fui pra tua casa e estupidamente adormeci antes de ti. E desde então não mais me viste, estou a chegar, prepara o meu pseudoabraço..

Voltei ao local que ontem me fez passar um bom fim de tarde, príncipio de uma longa noite. A paisagem aqui é mesmo encantadora, é Coimbra. Hoje pedi um capuccino ao invés de um café. Vejo-te a descer as muitas escadas com os teus óculos e um sorriso marcado na cara, sem pensar sai-o do Rock café deixando tudo para trás e abro os braços, ficando intacta até chegares a mim.. chegas-te, fechei-os, que reconfortante. Voltamos para dentro sem falar. Comento contigo o quanto é gira a rapariga com o cabelo curto, olhos verdes, com uma face meia desesperada a mexer nos seus caracolinhos a olhar o pc. Achas-te engraçada a minha atenção a ela.. Já não dá para olhar o rio em direcção à luz, cega-nos, olhamos uma para a outra, começamos mais uma longa conversa *

- Obrigado pelo caloroso hug. Tu respondes: 'há mais guardados pa ti'. Sorrio-te como quem gosta de sábado, como quem abraça o tempo, como quem vive sem pressas. O rapaz pergunta-me o que vai ser, respondo 'para já nada, obrigada'. Ele sorri e ao ir-se embora eu pisco-lhe o olho. Tu desatas a rir e comentas o meu 'abuso'. E eu digo-te o quanto a rapariga de caracóis é parecida comigo quando estou com espuma no cabelo. Pedes para eu parar com as piadas secas, mas a verdade é que me escapei ao tema do piscar o olho ao rapaz. É Coimbra, eu sinto-a no ar e consigo respirá-la. Perguntei-te 'quantas vezes já tives-te aqui, sozinha?'. Ficas pensativa. E eu espero..

Envolvo-me em sorrisos e risos, estás bem disposta e que bem isso me faz. Estás a transmitir-me um corrido de ritmos diferentes, não iguais, a música toca aqui nas colunas gigantes, mas eu estou a dançar na tua melodia, canto contigo, não tão bem, espera... entrei no ritmo, yeah! Volto ao teu piscar d'OLHOS no rapaz, comento 'Sarinhes, não é giro', soltas uma verdadeira gargalhada, volto a abrir a boca para proferir que gosto da parte provocadora (não exagerada) que o fizes-te ficar sem graça, mas ele gostou, não me disseram as palavras dele, mas as expressões, estou mais atenta que nunca, sou distraída, muito, mas o meu radar está atento, que milagre. Respondo-te: 'ontem, hoje tenho-te a ti *

- Nunca sabemos a beleza de alguém, até ela nos cativar. Tu franzis-te o olho, sem perceber muito bem de onde vinha aquilo. Nos meus olhos percebes-te que isso era fruto das nossas conversas sobre a tal pessoa e sobre os meus segredos (sim, aqueles que nem eu sei). - Apetece-me dançar, será socialmente aceite fazê-lo aqui e agora? Gosto particularmente de ser discreta, mas como me roubas toda a minha atenção para ti, não consigo analisar o ambiente do café. Os teus olhos são mais sinceros e ao mesmo tempo mais ingénuos que os meus. - Mostra-me aquilo que vês. Fizes-te aquela cara fofa, antes de começar a falar. Fosse o que fosse que viesse a seguir, as tuas expressões já me fazem ganhar o dia. Antes que me esqueça pergunto: - amanhã, posso estar contigo? Já faz parte dos planos ...

Franzi o olho, a seguir a testa, envergonhada digo-te o erro que tinha cometido ao criticá-lo pela aparência, não é de mim, a sociedade faz isso a toda a hora, mas quem somos nós para o fazer?! Levantas-te, deste uns passinhos de dança e depois foi a minha vez, fomos o centro das atenções por um minuto, quando pra nós o centro das atenções era o nosso mundo, não deixamos ninguém entrar pelo simples facto de que eles não fazem parte dele. No mini-palco do café, estão as colunas, os muitos fios, os micros, as 2as guitarras, o saxofone e a linda bateria, ela rouba-me toda a sua atenção para si, viste-me fixada, ficas-te surpreendida quando me observas-te fixada no seu som de teste.. Vamos embora, amanhã estamos juntas? Alguém me disse que não fazia planos para o amanhã, mas se esse amanhã o permitir, a resposta é sim!

Algumas coisas são inevitáveis, o rapaz não é giro, admito. Dou uma gargalhada contida. Tu passas-te comigo, afinal somos tudo menos previsíveis. Não me contenho a lançar-te um desafio: 'o que mais aprecias em ti?', perguntas 'porquê isso agora?' e eu apenas te lembro o fim de tarde/noite de ontem, quando te disse que qeria-te provar o valor que tinhas. O teu telemóvel vibra com uma mensagem, e pegas nele, lês, e das um sorriso meio escondido. Começo a rir pra ti e digo-te - 'todos nós temos direito a segredos'. Que eles também existam entre nós, da forma mais saudável possível. E confesso-te 'é mais ou menos a cara que eu faço quando recebo msg's de Coimbra' .. =) sem dúvida que temos das melhores conversas.

Respondo, sem te olhar nos olhos que é a lealdade que tenho para com os meus amigos, faço-te a mesma pergunta e espero pela resposta. Não vies-te comigo para casa, mas disse-te que iria raptar-te de onde estivesses. Pelo caminho vi uma bonita flôr, pensei em arrancá-la, mas não o fiz, também não quero que me arranquem do meu mundo * chegas-te bem ao teu ninho?

Se cheguei bem? Tinha à minha espera a minha pequeníssima. A Carolina saltou pra cima de mim e fui literalmente esmagada por um dos melhores abraços de hoje (quase tão bom como o teu). Diverti-me a dançar feita parva com a tal bebé e senti-me com 5anos, tal como ela. Fizemos um desenho, que tinha uma nuvem, um menino na nuvem, uma casa, uma estrela e estava pintada de muitas cores. A seguir pediu-me 'Sarinha mostra-me a fotografia de tu a jogares futebol no Porto' (é que ela acha que passo a semana no Porto a jogar futebol, em vez de andar na faculdade a tirar um curso prá vida) e às vezes leva-me ao comboio e choramos na despedida. Quero-te apresentar a carequinha, é qualquer coisa, sabes? Entretanto foi embora, com o berreiro do costume e com um pedaço de chocolate na boca, afinal ou eu ou chocolate. Gosto de acreditar nisto. Dei por mim, sozinha, na confusão do meu quarto. E passou-me pela cabeça a resposta que esperas de mim.. Gosto da forma como me dou às pessoas, tal como tu espero que me dêem razões para viver pra elas *


green'eyes & blu'eyes

13 de junho de 2009



Cheguei e não estou sozinha, rodeada de pessoas desconhecidas, dirigi-me lá fora. Sentei-me no confortável sofá verde para duas pessoas, mas ninguém me seguiu para se sentar comigo; olho para cima vejo as folhas das árvores rastejarem pelo telhado de plástico, à minha frente vejo mais árvores, estou numa espécie de varanda gigante; tenho dois cubos de madeira clara perto dos meus joelhos. Fazem-lhes peso o cinzeiro, o tabaco, o caderno, a caneta e o livro que comprei hoje: “Saga de um pensador”. À minha volta estão conversas em mais sofás, puffs, cadeiras: lá dentro a decoração mudou, como muda todos os meses, quadros preenchidos com latas de atum pintadas com cores escuras (no mínimo estranho, não?), para mim simplesmente diferente e gosto assim. Corre uma brisa que me transmite paz e música, bem a música agora está animada, mas calma. Quero um café, onde está o rapaz? Sinto-me sozinha no meio destes seres que parecem não me ver, estou no sofá para duas pessoas, verde-escuro, anda sentar-te comigo.

                É demasiado fácil estar contigo. Sinto-me aí. A brisa fez-me dar-te um grande sorriso, e ouves-me a dizer “Ana, é bom estar aqui”. Não consegui ouvir o que disseste a seguir, mas gostei só por teres retribuído o sorriso. Não conheço o teu livro: - posso folhear? Acenas com a cabeça enquanto desfrutas da música e enquanto observas as pessoas, tentas ler-lhes os pensamentos? O rapaz está ali, pedimos dois cafés. Contas-me as tuas aventuras com a ticinhes e a ticha e eu conto-te o quanto perdi por não ter vindo ter contigo mais cedo e as conversas que tive com a tua prima sobre o meu “não arriscar”. Os cafés chegaram, fico com o sabor dele a fazer-me cócegas na boca. Falamos de trivialidades, de coisas importantes, contas-me alguns sonhos, retribuo com o melhor das minhas projecções sobre o meu presente. É real, odeio fazer planos. Perdemos a noção do tempo…

O tempo voou como a brisa que só aqui existe, sorri sim para ti, não consigo ler pensamentos, mas expressões é-me possível: estou a adorar as nossas conversas sobre tudo e nada. Gostaste do resumo do livro, quando acabar empresto-te, sabes porquê? A quarta página pergunta a quem eu ofereço este livro: a mim e aos que pertencem ao meu mundo. Agora ri-me contigo, sabes tão bem roubar um sorriso com tão pouco. Estamos confortáveis e a desfrutar, estou a fumar um cigarro, renegas-me quanto ao meu acto mas continuas a conversa. Estás a olhar a “coruja” da universidade e a comentar o quanto ela é bonita, gostas disto e eu gosto da tua companhia, das tuas palavras, gestos. Damo-nos lindamente, há quanto tempo nos conhecemos? A vida inteira. Foste experimentar o puff e eu soltei uma gargalhada, gostei da atitude extrovertida ao roubares o puff ao outro bloco de cubos. Esqueci-me de tudo o que me atormenta e tu das tuas responsabilidades, das prioridades, das preocupações, da dor de pensar demasiado em tudo, estás tão espontânea…

                É bom quando se riem de mim, faz-me sentir útil e estranhamente especial. Estou mesmo contigo. Ainda duvidei, até me teres dado um beliscão. – Essa doeu! (mais um sorriso). É demasiado fácil chegar a ti, pertencer ao teu mundo e pertenceres ao mundo de alguém. É mesmo verdade que hoje falamos em exigências? Ser-se simples não é assim tão difícil, mas ser-se diferente do que não é igual não achei ser possível. Contei-te o quanto tenho aprendido contigo, e tu começaste com aquele teu discurso do “será possível aprenderes alguma coisa comigo?”. – Hoje apetece-me provar-te o valor que tens. Sacas do segundo cigarro, olho-te daquela forma tipo “mais um?”, mas fumo socialmente contigo, admito, é algo que me dá imenso prazer. A conversa já pintou tantos temas, ninguém se perdeu, continuamos juntas, vai tudo mudando ao ritmo/melodia da música. Antes de contares fosse o que fosse, disse-te: Contei-te a piada dos romanos?. – Nãoooo, contaaa. – O que é o HIV? O Hi5 dos romanos. Desatamos a rir, com o habitual aparvalhanço. Temos o “mundo” a olhar-nos…

Só não esqueceste as pessoas que adoras, mandas 1001 mensagens ao mesmo tempo que me dás toda a atenção, és incrível, és tu mesma. Entraste no meu mundo, entrei no teu mundo porque “cada ser humano é um mundo…”.

Risos e sorrisos invadem-nos, os miúdos interromperam-nos os nossos discursos de frases feitas nos segundos do momento que estamos a viver. Cerca de 15 pessoas de meia idade chegaram, aumentamos um pouco o volume do som que nos sai da boca. Peguei no caderno e estou a ler-te excertos do livro, gostas particularmente de alguns. Digo-te “um dia escrevemos um livro juntas”, sorris, fico a olhar-te com mais uma retribuição de sorrisos. Peço mais um café, arregalas os olhos, afirmo-te que gosto muito de café, perguntas: “mais que maionese?”, respondo-te que sim às gargalhadas. Fez-se silêncio, por momentos conversamos pensamentos…

                - “Eu gosto de maionese, mas apetece-me compulsivamente fondue de chocolate com fruta.”. Tu, com aquela expressão típica do “oh nãoooo”, respondes: - “e ainda reclamas do meu segundo café e do meu segundo cigarro?”. Perdemo-nos na confusão da noite, apesar de estarmos ali ao lado uma da outra. Gostei do puff e digo-te a sussurrar que o podíamos levar para tua casa. Ficas assustada – “estás louca, é real” – e eu amuada. O barulho das tais cerca de algumas pessoas faz-se de novo ouvir. Olhas para mim e perguntas “quando foi a última vez que te sentiste sozinha?”. Como sou uma pessoa que tem sempre respostas à altura: “um bocadinho antes de te conhecer”. Rimo-nos as duas. As horas passam e nem damos conta. O meu relógio foi estranhamente esquecido, de facto já és uma boa influência. Joguei fora algumas responsabilidades e abracei a oportunidade de estar “aqui” contigo, num mundo que sinto que encaixo tal e qual uma peça de um puzzle. Queres voltar a desmontar tudo. O teu passatempo preferido é construir coisas especiais e roubar sorrisos. E eu, sinto-me uma criança redonda quando estou contigo!

                O café/bar está quase vazio, somos das poucas sobreviventes, agora está mais calmo que nunca, temos mais meia hora para nos mantermos aqui, neste sítio onde hoje decidimos estacionar o nosso mundo; será possível termos tema de conversa para quase três horas? Sim, porque as palavras entre nós não se esgotam, como vamos assim acabar a história? Com um simples “até já”. Os funcionários daqui (não gosto da palavra empregados) já estão ofegantes a arrumar, à espera que o seu dia de trabalho acabe e que guiem até suas casas. Olho em torno de tudo e sei uma realidade: “precisamos todos uns dos outros”, respondes: “tenho quem preciso”. Agradou-me a resposta, sabes sempre o que dizer de uma forma simples e bela. Comunicas tão bem. Tens medo de viver aventuras? Surgiu-me esta questão na cabeça, não sei porquê. Porque alguém disse: “os loucos vivem mais aventuras do que os normais”; eu gosto de ter um pingo de loucura e ser louca, gosto de não ser normal, porque “o absurdo é a normalidade”.

Agora brincamos com a vida, para que esta não se zangue connosco!

                Fechei o livro, fechamos a nossa conversa, peguei nos novos postais grátis, dirigimo-nos para pagar. Convidei-te para vires comigo para casa e incrivelmente aceitaste sem pestanejar. Seguimos então caminho, percorrendo o Portugal dos Pequenitos, saltando escadas, subindo a rua, entramos no 79. Obrigado por vires comigo.

Obrigado por me deixares ir contigo. E que muitos destes momentos sejam o pano de fundo do nosso 'olhares'


blu'eyes e green'eyes.


12 de junho de 2009


Sinto-me vazia de tudo.
Terei o mundo nas mãos e a cabeça dentro de uma tempestade?
Complicar o que muitas vezes é simples.

Há sentimentos incontroláveis, sentimentos em expansão e sem travão, sentimentos magníficos, sentimentos arrepiantes.

Fui 'usada' no passado da minha história e sinto-me 'usada' no presente dela, acontecerá o mesmo no futuro? Não sei, porque não escrevo a minha história sozinha, mas sim com aqueles que deixo que escrevam nas páginas do meu livro.

O meu escudo está preste a quebrar, já só poderei atacar, esquivando-me.

Se dou o melhor de mim, porque não me dão o melhor de vocês?!


A realidade é que um dia abrirão os olhos e os vossos golpes já me mataram !


Obrigada blu'eyes pela pequena inspiração *



green'eyes

9 de junho de 2009



Saí de casa, pouco inspirada para ter mais um dia. Estava uma manhã fria e era demasiado cedo. Refugiei-me nas mensagens e na distracção da caneta e do caderno, entre folhas lisas e rabiscadas. Parei, porque tudo 'isso' era demasiado confuso. Ao longo do dia e na confusão/descontra do meu estado de espírito, reparei que os olhares rasgam as promiscuidades . Fiquei novamente confusa quando um deles pareceu cruzar o meu, de forma avassaladora, sem ter tempo de fugir, de evitar, de disfarçar. Rendida, dei passos para trás. Sim, é o contrário do esperado. Até eu fiquei estúpida com isto. Mas tive medo. Receei ir em frente e ter o reflexo de saltar sem pára-quedas. Distraí-me com todos estes pensamentos e fechei os olhos por escassos segundos, aliás escassos e fugazes segundos. Quando voltei a abri-los, perdi-me na confusão de olhares que não quero, de cores com que não me identifico. Aquele olhar? Não sei. Difundiu-se em todos os outros, na esperança de estar mais perto de mim (quero acreditar que sim). Não mais o vi. Até que, vim para casa, quando a noite se pintava ao fundo. Esqueci-me das horas, no escape de todas as conversas que tive esta noite (algumas horas depois). E senti que a noite já se estava a ir embora e o novo dia já começava a abrir os olhos.

blu’eyes.

8 de junho de 2009

OLHARES

Azul, Verde, na verdade Castanhos, e daí?!
Um olhar contêm magia, magia de quem o transmite.

Expressivos, intensos, sólidos, frágeis, pequenos, magníficos, brilhantes, grandes, cheios, emocionantes.

Nada melhor que olhar nos olhos de alguém.

Os 'Olhares' valem por Tudo !


green'eyes

olhares, de hoje, de sempre.
olhares de quem se esconde, de quem se conhece, de quem se espelha, de quem brilha e de quem gosta de ver brilhar.

olhares nossos, deles, de todos.
olhares de uma multidão e de apenas uma pessoa no meio da multidão.
olhar para os sonhos e refugiarmo-nos neles.

porque a vida é feita de momentos, de segredos , de histórias.

e o ‘olhares’ só quer mostrar um bocadinho de tudo isso e do que ainda não conhecemos.

o mundo às vezes pinta-se de cores que não gostamos , outras vezes não conseguimos pintá-lo com as cores que temos, talvez porque elas não são as melhores…

sabemos que o segredo está em fazer de um olhar, um ‘daqueles’ momentos…

deixa-nos o teu olhar!

blu’eyes.